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SIQ parte 2: A Vida com Síndrome do Impacto do Quadril

Nos últimos anos, o número de pessoas diagnosticadas com Síndrome do Impacto do Quadril (SIQ) aumentou e suas consequências psicológicas nos pacientes são geralmente sentimentos associados a tristeza e preocupação com os possíveis sintomas dessa patologia. Como qualquer notícia que seja vinculada a saúde, nos deixamos levar por uma onda de informações – muitas vezes negativas – e uma desanimação em relação aos dias que virão. A intenção deste conteúdo é, sobre tudo, a informação, mas também a desmitificação da ideia de que pessoas diagnosticadas com a Síndrome do Impacto do

Quadril (SIQ) não podem ter uma vida saudável.

Para caracterizar a SIQ, três itens devem ser levados em consideração:

1) A morfologia (formato) do quadril alterada (vista no exame de imagem);

2) Sinais clínicos (dor) presente (Sinal do C dores na virilha, lateral do quadril e glúteos);

3) Testes de impacto positivos.

Em um estudo com mais de 2000 indivíduos que não apresentam quadros de dor, exames de imagem foram analisados para detectar a presença do impacto do quadril, e o que se viu foi:

· O impacto tipo CAM (alteração na transição entre o colo e a cabeça do femur) foi encontrado em mais de 50% entre os atletas e em 23% entre os não atletas.

· O impacto tipo PINCER (caracterizado pela presença de uma proeminência óssea localizada na porção anterior e superior da borda do acetábulo) apareceu em 61% a 76% dos não atletas.

· A lesão do labrum (dores crônicas incapacitantes, de caráter insidioso, na maioria das vezes sendo causadas por microtraumas associados a anormalidades da estrutura do quadril) foi vista em mais de 68% dos atletas.

Outro estudo envolvendo 616 pacientes evidenciou a NÃO ASSOCIAÇÃO entre as alterações dos exames de imagem com a intensidade da dor ou testes clínicos positivos. O que queremos dizer é que, aquele paciente com maior comprometimento, não necessariamente terá dor ou testes mais intensos, já os fatores psicossociais podem apresentar uma correlação direta com os sintomas. Ou seja, as queixas do paciente não são apenas biológicas (anatômicas) e sim, psicológicas. Mais um motivo para tratarmos o PACIENTE e não apenas a lesão, salientando com o paciente que ele próprio faz parte de sua recuperação e que a evolução de um bom prognóstico não acontecerá se o mesmo não se esforçar para melhorar não só a sua condição física, mas emocional.


A Vittal Fisio trabalha com esta bandeira diariamente, abordando nossos pacientes e chamando a atenção para a importância de seu estado emocional para o desenvolver do tratamento clínico. Nossa abordagem é paliativa, tratando o paciente como um todo e não a doença em si.


Em nossa próxima publicação iremos abordar a avaliação e o tratamento para a SIQ.


O importante para a gente é a sua saúde!


Por Thiago Susin, fisioterapeuta e osteopata da clínica Vittal Fisio














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